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Consumo de álcool, inimigo do coração, aumenta durante a pandemia, revela pesquisa


O consumo de álcool aumentou muito durante a pandemia do novo coronavírus.


É o que revela pesquisa feita pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), segundo a qual o abuso de bebidas alcoólicas foi alto na pandemia para 42% dos brasileiros. Segundo o levantamento, 52,8% bebem como “forma de relaxar” ou tentar livrar-se de algum sintoma emocional, como ansiedade, nervosismo, insônia, preocupação e irritabilidade.

O consumo excessivo de álcool faz mal para a saúde como um todo. Pode aumentar as chances de a pessoa desenvolver doenças cardiovasculares e sofrer um infarto, mesmo as que não têm histórico familiar de problemas cardíacos ou outros fatores de risco conhecidos.

A pesquisa da OPAS também ressalta os problemas do “beber pesado esporádico” (BPE), caracterizado como consumir mais de 60 gramas de álcool puro ou cerca de cinco doses, em pelo menos uma ocasião, durante os últimos 30 dias.


Cardiomiopatia


O efeito tóxico da bebida atinge o coração e, com o passar do tempo, dificulta a atividade de algumas enzimas nas células cardíacas, o que deixa o músculo cardíaco fraco e flácido: a chamada cardiomiopatia alcoólica. A doença dificulta a distribuição de sangue para o organismo e pode desencadear outros problemas, como dificuldade para respirar, fadiga, inchaço nas pernas e nos pés e até uma parada cardíaca.


AVC (derrame)


Estudo realizado pelo Instituto Nacional de Saúde Pública, da Finlândia, mostrou que pessoas que consomem bebidas alcoólicas acima da dose recomendada pela OMS têm um risco 40% maior de derrame em comparação com aqueles que nunca bebem demais. Um dos fatores de risco mais importantes para o AVC é a elevação constante da pressão arterial, e o álcool em excesso pode contribuir com esse aumento.

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