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Paciente coloca stent que vai ser absorvido pelo organismo

 

Cirurgiões do Instituto do Coração de Rio Preto (Incor) realizaram no Hospital Beneficência

Portuguesa,   pela  primeira vez em  uma  cidade  do Interior  do Estado, o implante de  stent

bioabsorvível.   Desenvolvido a partir da cana-de-açúcar, o aparelho tem a mesma função  de

desobstruir  as  artérias  que o stent  convencional  -  feito  de  metal -,  porém,  consegue  ser

absorvido  pelo  organismo  em  até  três  anos,  o  que  proporciona ao paciente uma série de

benefícios.

Antes de Rio Preto, o procedimento havia sido feito  apenas em alguns hospitais brasileiros

de referência, como o Albert Einstein e  Instituto  Dante  Pazzanese, ambos em  São  Paulo.

“Esse stent foi lançado há três anos, mas começou a ser  comercializado há quatro meses.

Ele requer mais cuidado e treinamento do profissional para aplicá-lo”, explica Luiz Antônio

Gubolino, cardiologista intervencionista do Incor. Ele foi um dos responsáveis pela cirurgia

ao lado do médico Luciano Folchini Trindade e equipe médica do Incor.

Fabricado em países da Europa e Estados Unidos, o stent bioabsorvível consegue desobstruir e depois que é absorvido pelo organismo deixa a artéria com as mesmas características originais.

“Os vasos são elásticos, com poder de dilatar e contrair. O stent de metal acaba engessando o local, diferente desse novo, que deixa o vaso com as características dele normais”, disse Gubolino.

Com seis stents de metal no corpo, o pastor Rubens Daniel da Silva, 55 anos, teria colocado o sétimo objeto de metal em seu corpo se não tivesse conhecido o material bioabsorvível.

“O médico me explicou que esse o próprio organismo absorve e a artérias voltam ao normal. Achei muito melhor porque já tive um problema com o de metal”, explica.

Como em pouco tempo todo o material “some” do corpo, o paciente corre menos risco de ter reação, que pode levar a uma trombose e consequentemente a um infarto.

Outra vantagem, explica o especialista, é que essa nova tecnologia não limita tratamentos no futuro. “Quando pegamos um paciente jovem e colocamos nele um objeto metálico se a doença evoluir em alguns casos não conseguimos fazer a ponte de safena (cirurgia) por causa do stent. Com o bioabsorvível estará tudo normal e não haverá esse tipo de problema”, afirmou Gubolino.

Rubens Daniel sofreu problema semelhante em um dos seus seis stents. Em junho do ano passado ele começou a sentir dores no peito na casa onde mora, em Rondonópolis. Era infarto.

“No mês seguinte coloquei três stents e depois mais três”, disse. Porém, um dos objetos metálicos fechou e, ao invés de desobstruir, acabou tendo efeito contrário. “O médico explicou que isso poderia acontecer. Era um risco que tinha. Até penso que se tivesse colocado esse stent bioabsorvível não teria tido esse tipo de problema. Vim para Rio Preto justamente porque lá onde moro não temos muito recurso”, afirmou o paciente.

Ele tinha programado o procedimento convencional no hospital pelo plano de saúde. Em acordo intermediado pelos médicos, o plano concordou em cobrir. Os profissionais não informaram valores, mas o procedimento é mais caro que o convencional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:

www.diariodaregiao.com.br/cidades/paciente-coloca-stent-que-vai-ser-absorvido-pelo-organismo-1.328199

Autor: Elton Rodrigues