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NOTICIAS

Arteriosclerose

Drª Rita Sanches

Especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular

 

É caracterizada pelo depósito de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias, reduzindo seu calibre e trazendo um déficit sanguíneo aos tecidos irrigados por elas. Seu desenvolvimento é lento e progressivo, e é necessário haver uma obstrução arterial significativa, cerca de 75910 do calibre de uma artéria, para que surjam os primeiros sintomas isquêmicos (sintomas derivados da falta de sangue).

 

 

A arteriosclerose é uma doença sistêmica, acometendo si­multaneamente diversas artérias do ser humano. O quadro clínico apresentado pelo paciente vai depender de qual arté­ria está mais significativamente obstruída:

 

- Caso sejam as coronárias (artérias do coração), se produzirá a dor cardíaca durante o esforço - angina de peito - na evolu­ção crônica ou o enfarte na evolução aguda.

- Caso sejam as carótidas (artérias do pescoço) se produzirão perturbações visuais, paralisias transitórias e desmaios na evolução crônica ou o derrame (acidente vascular encefáli­co) na evolução aguda.

- Caso sejam as artérias ilíacas e femorais (artérias de mem­bros inferiores) se produzirão claudicação intermitente (dor nas pernas ao caminhar), queda de pêlos, atrofias da pele, unhas e musculares, e até mesmo impotência coeundi (difi­culdade de ereção peniana) nos casos crônicos e gangrena nos casos agudos.

 

Estudos epidemiológicos demonstram que a arteriosclerose incide com maior frequência e intensidade em indivíduos que têm algumas características, que foram denominadas fatores de risco para esta doença:

 

Idade: Predominante na faixa de 50 a 70 anos.

Sexo: Predominante no sexo masculino, pois as mulheres são protegidas desviando suas gorduras sanguíneas para a produção de hormônio feminino (estroçênio). Após a meno‑

pausa a proteção desaparece.

Hiperlipidemia: Indivíduos que têm altos níveis de gorduras circulantes no sangue, sendo o colesterol a principal delas, depositam este excesso nas artérias obstruindo-as progressivamente.

Tabagismo: Os indivíduos que fumam têm um risco nove vezes maior de desenvolver a arteriosclerose que a popu­lação não fumante. A decisão de parar de fumar modifica favoravelmente a evolução dos pacientes sintomáticos.

Hipertensão: A hipertensão arterial provoca alterações na superfície interna das artérias, facilitando a penetração das gorduras na parede arterial.

Sedentarismo: A atividade física reduz os níveis de coles­terol e favorece a circulação.

História familiar: Assim como a idade e o sexo, não pode­mos mudar nossa herança genética, e este é um fatortam­bém importante, não devendo ser negligenciado. Há fa­mílias que, por diversos desvios metabólicos, estão mais sujeitos à doença.

 

O angiologista e/ou cirurgião vascular é o médico indica­do para avaliar e tratar a arteriosclerose. Melhor que tra­tar é evitar o aparecimento da doença. Isso pode ser al­cançado com uma dieta alimentar equilibrada, não fu­mando e praticando regularmente exercícios físicos.

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