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NOTICIAS

Aneurisma

Drª Rita Sanches

Especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular

 

"Denomina-se Aneurisma a dilatação anormal e permanente de um determinado segmento das artérias. De forma simplificada, pode-se dizer que a origem desta dilatação é o enfraquecimento da parte arterial, congênito, como  no caso de alguns aneurismas intracranianos, ou secundarios a certas doenças como inflamações, infecções, traumatismos ou degeneração, sem dúvida a mais frequente, causa pela aterosclerose, patologia de elevada incidência na população."

 

Em princípio, qualquer artéria pode ser acometida, mas é a aorta abdominal, especialmente em seu segmento abaixo das artérias renais, a mais frequentemente envolvida pelo aneurisma. Uma vez enfraquecida, a parte arterial, cede à constante pressão pulsátil do sangue em seu interior e se dilata. A partir daí e, de acordo com conceitos de leis físicas, essa dilatação aumenta cada vez mais, progredindo inexoravelmente para o rompimento da artéria, situação esta de extrema gravidade, que pode culminar com o óbito do paciente, às vezes até mesmo antes que ele consiga alcançar recursos médicos.

 

A Probabilidade do rompimento é diretamente proporcionado ao tamanho do aneurisma, mais especificamente ao seu diâmetro. De modo geral, considera-se que apartir de 4 cm de diâmetro, todo aneurisma da aorta abdominal deva ser tratado, de forma a evitar sua complicação maior, o rompimento.

 

Outro dado relevante nesta patologia é a ausência de sintomas em grande número de casos. Ou seja, o portador do aneurisma nada sente no início, podendo as manifestações aparecer apenas tardiamente, quando, pelo volume, a dilatação começa a comprimir estruturas vizinhas na cavidade abdominal, ou ainda, surgir apenas na vigência da expansão aguda ou do rompimento, em decorrência da hemorragia interna.

 

O diagnóstico é possível na maioria das vezes apenas pelo exame físico. A simples palpação do trajeto arterial evidencia sua dilatação e expansibilidade. Quando não, exames como ultrassonografia computadorizada, ressonância magnética ou arteriografia, vão confirmá-los e possibilitar o planejamento da operação.

Essa patologia se reveste de grande importância e o sucesso do tratamento cirúrgico e prioritário dependerá do diagnóstico precoce e da operação planejada e executada antes do rompimento, por equipe experiente de especialistas, em hospitais bem equipados.

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