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Incor Rio Preto trata de trombose,
problema que teve namorado da Fátima Bernardes

Esta semana, o namorado de Fátima Bernardes e deputado federal eleito Túlio Gadêlha revelou em sua conta no Instagram que tem trombose. Mas o que é este problema de circulação do sangue? O Incor Rio Preto possui equipe de médicos angiologistas e cirurgiões vasculares, os profissionais capacitados para tratar da trombose.

 

O que é preciso saber sobre trombose venosa profunda (TVP)?

 

A trombose venosa, por definição, é a presença de um coágulo dentro de uma veia. Pode ser superficial, quando o coágulo está em uma veia no subcutâneo (embaixo da pele) ou profunda quando a veia acometida está no meio dos músculos das pernas ou dentro da barriga. O local profundo mais acometido são as pernas e o superficial os braços. Estima-se que cerca de 180.000 novos casos de trombose venosa surgem no Brasil a cada ano. 
 

Quais são os principais fatores envolvidos no desenvolvimento da TVP?

 

Idade: os indivíduos acima de 40 anos apresentam um aumento significativo de trombose venosa profunda em relação aos mais jovens, havendo um risco ainda maior à partir dos 60 anos.

 

Imobilidade ou mobilidade reduzida: quando a capacidade de se mobilizar está reduzida ou totalmente incapaz, seja em situação clínica ou cirúrgica, este risco aumenta muito quanto maior for o tempo desta condição.

 

História prévia de trombose venosa profunda: pacientes que apresentaram trombose venosa sem causa aparente (idiopática) e aqueles que tem fatores de risco permanente (exemplos: câncer e síndrome do anticorpo antifosfolípide) tem uma maior chance de ter novos episódios do que aqueles que apresentaram trombose com fatores transitórios (exemplos: imobilização e cirurgias não relacionadas com câncer). Há estudo evidenciando um risco oito vezes maior nos indivíduos que já apresentaram trombose em relação aos que nunca apresentaram quando colocados em alguma condição de risco (exemplo: cirurgia).

 

História familiar de trombose venosa: o histórico familiar positivo para trombose venosa profunda por si é um fator de risco para seu desenvolvimento no decorrer da vida do indivíduo, independente da presença ou não de alterações que possam facilitar a coagulação (trombofilias), este risco é aumentado quanto maior o número de familiares com história positiva para trombose venosa.

 

Presença de varizes de membros inferiores: este fator isoladamente é considerado de baixo risco para desenvolvimento de trombose venosa.

 

Obesidade: estudos recentes evidenciaram um risco aumentado do desenvolvimento de trombose venosa profunda em paciente com índice de massa corpórea (IMC) maior que 30 Kg/m2, circunferência abdominal maior que 102 cm nos homens e 88 cm  nas mulheres, sempre quando associado a um outro fator de risco.

 

Traumatismos graves: esta condição esta relacionada a múltiplos fatores como: mecanismo do trauma, imobilidade, quais regiões foram acometidas, fraturas associadas, presença de infecção associada, cirurgias realizadas, etc.


Uso de hormônios e gravidez: a ocorrência de trombose venosa em mulheres jovens é de 1 a 3 casos por 10.000/ano, aumentando o risco em 4 vezes nas pacientes que fazem uso de estrógeno de baixa dose de terceira geração e em 3 vezes nas que fazem uso de estrógeno de baixa dose de segunda geração. Este risco está aumentado principalmente no primeiro ano do início da medicação e pode ser potencializador diante de outras condições de risco como cirurgias, trombofilias e imobilidade. Na terapia de reposição hormonal com estrógeno o risco é 2 a 4 vezes maior nas mulheres que usam este método em comparação das pacientes que não fazem o seu uso, principalmente em mulheres com história prévia de trombose venosa.

Na gravidez o risco varia de 0,76 a 1,72 casos a cada 1.000 gestações, aumentando o risco no terceiro trimestre e principalmente no período pós-parto até 40 dias (período do puerpério).

Condições cirúrgicas: pacientes que serão submetidos a cirurgias de prótese total de quadril, correção de fratura de fêmur, prótese total de joelho, cirurgias relacionadas a câncer abdominais, pélvicas e torácicas tem risco aumentado para o desenvolvimento de trombose venosa mesmo após a alta hospitalar, podendo este risco permanecer meses após a cirurgia.

Condições clínicas: infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca congestiva classe funcional grau III e IV, doença pulmonar obstrutiva crônica, pneumonia, acidente vascular cerebral (derrame cerebral), internações em unidade de terapia intensiva, presença de cateteres venosos centrais são condições que, por vários fatores aumentam o risco de desenvolvimento de trombose venosa.

 

Câncer e quimioterapia: o desenvolvimento da trombose venosa profunda está mais frequentemente relacionado a cânceres de mama, cérebro, pulmão, pâncreas e intestino, sendo o risco de morte maior nos pacientes com esta associação dos que apresentam câncer sem apresentarem trombose venosa. Além disso a trombose pode ser o primeiro sinal de um câncer que ainda não tenha se manifestado ou diagnosticado (Síndrome para neoplásica), sendo necessário em determinados grupos a suspeita e investigação de câncer oculto. Alguns quimioterápicos podem adicionar o risco de desenvolvimento de trombose.

 

Viagens prolongadas: este é um tópico que ainda causa discussão na literatura quanto a real incidência, fatores de risco associados e tempo da viagem. Há autores que relacionam o aumento da incidência em viagens acima de 5, 10 e 12 horas. Entretanto, a maioria dos pacientes com o diagnóstico de trombose, apresentaram algum outro fator de risco para o seu desenvolvimento como uso de hormônios (anticoncepcionais ou reposição hormonal), câncer, imobilidade, cirurgia recente, entre outros. Este risco não está somente relacionado a viagens de avião, podendo ocorrer também quando há imobilismo prolongado em carro, ônibus ou trem.

 

Como é feito o diagnóstico da TVP?

A maioria das tromboses venosas na sua fase inicial não apresentam sintomas (são assintomáticas), muitas vezes o primeiro sinal de que a pessoa está com trombose venosa é a embolia pulmonar (em alguns casos o trombo inteiro ou um fragmento dele se desprende e “viaja” na circulação venosa até atingir o pulmão, provocando falta de ar e até a morte). Como o local mais frequente das tromboses venosas são as pernas o paciente pode apresentar: inchaço, dor no músculo, musculatura endurecida, diferença de volume de uma perna em relação à outra, pé um pouco arroxeado e, às vezes, perna mais quente. O diagnóstico clínico é extremamente difícil, quando há suspeita desta doença há a necessidade da realização de exames complementares.

Para a confirmação, o Incor Rio Preto faz diariamente um exame que não precisa de jejum ou de injeção e está disponível em muitos hospitais e clínicas. Além desses exames, pode ser realizada a dosagem do Dímero D (produto de degradação da fibrina, formação do trombo) que fica elevado na fase aguda da trombose, mas este exame é mais adequado para afastar (quando está normal) do que para fazer o diagnóstico, já que outras condições podem elevar os níveis desse marcador como cirurgia recente, gravidez, estados infecciosos, idade avançada, câncer, etc.

Fonte: Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular – Regional São Paulo